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Painel de Segurança

Como ler os sinais sem acusar leitor inocente, as sessões com padrão de captura, e o que fazer quando um arquivo ou um print de tela seu aparece onde não devia (Identificar uma cópia e Identificar captura de tela).

9 min de leituraTela: SegurançaPerfil: Qualquer membro

O Lumo entrega o livro sem botão de baixar o arquivo e sem deixar copiar o texto, e carimba cada cópia com a identificação de quem a recebeu. O painel de Segurança é onde esse trabalho fica visível: o que foi barrado, quem está com comportamento fora do padrão, e o que fazer quando um arquivo seu aparece onde não devia.

Os sete indicadores do período

IndicadorO que conta
Entregas de conteúdoAberturas de livro no período, com leitores e títulos distintos
Tentativas de cópiaCópia de trecho bloqueada pelo Lumo (selecionar é permitido — é como o leitor grifa)
Tentativas de impressãoComando de impressão bloqueado
Tentativas de inspeçãoAbertura das ferramentas de desenvolvedor sobre o conteúdo
Recusas por cota de títulosLeitor abriu títulos distintos demais numa janela de tempo. Apesar do nome, hoje a leitura não é recusada por isso: o Lumo registra, avisa você, e o leitor continua lendo.
Recusas por dispositivosConta tentando abrir livro em aparelhos demais ao mesmo tempo. Essa abertura é recusada.
Padrão de capturaSessões que passaram por muitas páginas em ordem, poucos segundos em cada — e, abaixo, quantas vezes a tecla de captura de tela foi apertada com o livro aberto

Tentativa barrada não é incidente. Alguém tentar copiar um parágrafo para citar num trabalho é comum e o Lumo simplesmente não deixa. O que merece atenção é volume fora da curva, não a existência do número.

Leitores em destaque: nenhuma coluna acusa sozinha

A tabela cruza, por leitor: títulos abertos, dispositivos, endereços de rede, cópia e impressão, inspeção e recusas. Lida coluna a coluna, ela produz falso positivo com facilidade — professor que abre trinta títulos preparando aula, leitor que troca de rede três vezes no mesmo dia.

O sinal que merece um telefonema é a combinação: muitos títulos e muitos endereços e tentativas de cópia, no mesmo leitor, na mesma janela. É o padrão de quem está drenando acervo, e ele não se parece com uso intenso legítimo.

Sessões com padrão de captura: sinal, não prova

Quem fotografa ou dá print página a página deixa um desenho: avança em ordem, por muitas páginas, parando poucos segundos em cada. Quando uma sessão de leitura tem esse desenho, ela aparece na tabela Sessões com padrão de captura, com o leitor, o livro, quantas páginas passaram, o tempo por página e a duração.

Só que um leitor folheando rápido atrás de um capítulo produz o mesmo desenho — por isso a própria tela avisa para avaliar antes de agir, e nada ali bloqueia ninguém. O que fazer é decisão sua: o link Ver licença leva à licença daquele leitor, e revogar é o mesmo gesto de sempre.

A tecla de captura de tela conta só a tecla Print Screen do computador. O print do celular e os atalhos de captura do Mac não entram nessa conta, então um contador em zero não quer dizer que ninguém fez print — é para isso que existe a identificação abaixo. E o Lumo não impede a captura: nenhum navegador deixa impedir.

Quando um arquivo seu aparece por aí

Todo arquivo entregue pelo Lumo sai carimbado com a identificação de quem o baixou — nos metadados e impresso no rodapé. No card Identificar uma cópia, você sobe o arquivo que encontrou, clica em Identificar e o Folhear diz de quem ele saiu.

  1. Suba o arquivo como ele chegou até você

    PDF ou EPUB. Não precisa renomear: o formato é detectado pelo conteúdo, então arquivo com extensão trocada é identificado do mesmo jeito.

  2. Leia o resultado, inclusive quando ele for negativo

    Voltando a identificação, você vê o leitor, a licença, o livro e a data. Se voltar não identificado, isso não é erro: significa que o arquivo não saiu do Folhear, ou que a marca foi removida. É informação útil — sua investigação muda de direção.

O arquivo enviado não é guardado. Ele é lido em memória e descartado. E a identificação só devolve dados de leitores da sua conta — subir o arquivo de uma concorrente não revela cliente dela.

Quando um PRINT seu aparece por aí

Além da marca d'água que se vê, toda página aberta no Lumo leva um padrão que o olho não percebe, com o número da licença de quem estava lendo. Apagar a marca visível — à mão ou com um editor de imagem — não apaga esse padrão. No card Identificar captura de tela, você envia o print e o Folhear diz de qual licença ele saiu.

A intensidade da marca d'água que se vê é escolha sua, em Configurações › Marca d'água nas páginas (Discreta, Padrão ou Forte). Só ela muda: a identificação gravada no arquivo e o padrão invisível do print continuam iguais em qualquer nível.

  1. Envie o print do tamanho em que ele chegou

    PNG, JPEG ou WebP. Quanto mais perto do original, melhor: um print que foi reduzido a menos da metade, ou recortado até sobrar quase só texto, perde o padrão.

  2. Escolha o livro, se souber

    O campo Livro restringe a busca às licenças daquele título. Em Qualquer livro, o Folhear compara com todas as licenças da sua conta.

  3. Leia o resultado e a confiança

    Quando identifica, aparecem a licença, o e-mail do leitor, o livro e a confiança da leitura — o Folhear só afirma acima de um limiar, e a tela mostra qual. Abaixo dele, a resposta é Não foi possível afirmar: o print pode ser de antes desta proteção, estar reduzido demais, ou nem ter saído do Folhear. É preferível não apontar ninguém a apontar a pessoa errada.

O print não sai do seu computador. A leitura é feita no seu próprio navegador; a imagem não é enviada ao Folhear. E ela só é comparada com licenças da sua conta.

O que o Folhear não promete

Nenhuma tecnologia impede que alguém com acesso legítimo extraia o conteúdo — quem tem a licença tem os bytes na tela. O que existe aqui torna isso lento, trabalhoso e rastreável: a cópia carrega o nome de quem vazou, e o padrão de quem está raspando o acervo aparece nesta tela antes de o estrago ficar grande.